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HISTÓRIA DO MUNDO

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ERA DO VAZIO

ERA DAS ESTRELAS

ERA DOS MASSACRES

ERA DAS EXPEDIÇÕES

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O UNIVERSO EXTINTO


 Essa história não começa do início. Antes de este universo nascer, havia outro: o "Primeiro Universo", que se expandiu até atingir a entropia máxima. Toda a energia foi dissipada. Não existia mais luz, calor ou sequer movimento, apenas a escuridão e a matéria degenerada. Porém... nem tudo morreu.

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O NEVORATH


  Algumas singularidades não colapsaram completamente. Dentro de buracos negros que tudo devoravam, na parte mais escura do antigo universo, o "Nevorath", algo resistiu. Essas anomalias se tornaram os "Noctheris", a palavra mais próxima para representá-los, já que seu verdadeiro nome é impronunciável. Seres que não pertencem a este universo atual. Fragmentos conscientes da física quebrada do cosmos antigo. Essas entidades misteriosas passaram eras em um estado de quase inexistência, adormecidas. Eles não foram criados. Eles sobreviveram.

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A RUPTURA


  Após o fim do Primeiro Universo, bilhões de anos depois, a última fagulha de energia remanescente entrou em colapso gravitacional reverso, um fenômeno semelhante ao "Big Bang", o qual foi batizado de "A Ruptura". Da singularidade, da escuridão e da morte, fez-se um novo núcleo que rasgou as dimensões: a Árvore Primordial. Seus ramos se estenderam por todo o novo universo, despejando suas sementes de vida, gerando supernovas, planetas inteiros, nebulosas, poeira estelar e eventos cósmicos mínimos e colossais que perduram até o presente. A Árvore Primordial forjou essa realidade e espalhou a "Mana", uma nova fonte de energia, por todo o jovem universo. É dito que a Mana representa a energia invisível, a "energia escura" que preenche tudo aquilo que não somos capazes de enxergar além da matéria.

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ESTRELAS ELEMENTAIS

 

   O novo universo não nasceu de partículas comuns. Em vez de surgirem primeiro os átomos, surgiram forças estruturais provenientes da forma mais pura da Mana, as chamadas "Estrelas Elementais". Elas irradiavam energia que costurava a realidade. As Estrelas também foram consideradas as "guardiãs" da Árvore Primordial, o coração desse universo.

 

TEMPO (destino), a força que coordena todas as outras, a ordem invisível dos acontecimentos, determina o começo e o fim. O tempo é o palco do conflito cósmico. É o desejo pelo propósito.

 

GRAVIDADE (atração), a força que chama tudo de volta ao centro. A gravidade impede que o universo se desfaça. É o desejo inevitável pela convergência.

 

AR (éter), a força do consciente. É onde o espírito e a alma existem. É o desejo pelo equilíbrio.

 

FOGO (energia vital), a força que empurra todas as outras para frente. É o desejo de existir.

 

SOMBRA (entropia), a força que dissolve a vida e a ordem. Ela desgasta o que já existe. Tudo que quebra, é apagado e morre responde à entropia. É o desejo pelo fim.

 

METAL (ordem), a força que organiza os padrões, as órbitas, as proporções e a simetria. É o desejo pela lei.

 

TERRA (forma), a força da estabilidade. Oposta à mudança, tudo nela é inalterado. A forma cristaliza até mesmo o caos. É o desejo pela permanência.

 

ÁGUA (mudança), a força de adaptação e transformação contínua. Nada permanece o mesmo. É o desejo da mudança.

 

RAIO (pulso), a força selvagem que conecta e transmite. Pensamentos e emoções, tudo vibra através do pulso. É o desejo pela conexão.

 

LUZ (revelação), a força da percepção. Revela o invisível e tudo aquilo que está oculto: a verdade. Em oposição à sombra, a luz é o desejo de ser vista e lembrada.

GELO (interrupção), a força que interrompe, suspende e aquieta. É o desejo pelo silêncio.


MADEIRA (orgânico), a força do que é real, dos ciclos naturais e do crescimento. É o desejo pela composição.

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OS DEUSES

 

   Os primeiros seres conscientes e imortais do novo universo vieram não da biologia, mas da condensação e união das Estrelas Elementais: Os Deuses. Eles não são criadores, são encarnações dos elementos, seus patronos. Um Deus do Fogo não controla apenas o fogo; ele é o conceito, a personificação daquela Estrela. Os Deuses são seus descendentes mais puros. A partir desse ponto, eles moldaram a matéria do universo, curvando-a à sua própria vontade, matéria essa que antes era caótica, espalhada e selvagem. Sua obra-prima foi a criação de Vaethera, o mundo mortal e o planeta central que, mais tarde, tornou-se seu precioso lar.

   Milhares de anos gloriosos se seguiram, um período de paz no qual os Deuses preencheram Vaethera com inúmeras formas de vida: as Criaturas Absolutas, as primeiras raças, os Dragões, Elfos e Kitsunes.

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OS ARQUIDEMÔNIOS

 

   Enquanto o universo se desenvolvia, os Noctheris, antes adormecidos, despertaram. O tempo em que permaneceram inertes no Nevorath criou dentro deles uma fome insaciável por energia. No Primeiro Universo, a energia se extinguiu, mas, nessa nova realidade, a Mana encontrava-se por toda parte — um verdadeiro banquete cósmico. Todavia, as ações dos Noctheris eram limitadas devido à sua forma física, que foi enfraquecida, fossilizada e desgastada.

   Por esse motivo, nasceram os Arquidemônios, os cavaleiros dos Noctheris incumbidos de destruir o novo universo e coletar a Mana de tudo que era vivo e irradiava no cosmos, com a intenção de entregá-la de volta aos Noctheris para que pudessem recuperar seu estado de poder original. O alvo dos Noctheris tornaram-se as Estrelas, uma fonte de poder inesgotável. Assim, o fim da Era das Estrelas culminou na invasão dos Arquidemônios, iniciando uma guerra contra os Deuses.

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A EVOLUÇÃO


  Os Deuses se posicionaram para proteger Vaethera e as Estrelas Elementais numa guerra que durou cerca de dez mil anos. Batizada de "A Guerra Eterna", ela marcou o mundo profundamente. A princípio, os Deuses resistiram, bloqueando a passagem dos Arquidemônios e selando as fissuras dimensionais que faziam ponte com o Nevorath. A Guerra Eterna também trouxe progresso para Vaethera: as raças primordiais e seus reinos se desenvolveram mesmo em meio ao conflito. O planeta possuía forma, música e cores que contrastavam com as trevas. Além disso, novas raças foram surgindo naturalmente, resultado da evolução dos seres.

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OS HERÓIS LENDÁRIOS

 

   Contudo, da evolução também veio a ruína, uma guerra que foi além de conceitos clichês como Luz e Escuridão. Não. Ela foi a estrutura contra a entropia, a criação contra a desolação, a energia contra a fome cósmica. Lentamente, Vaethera foi se fragmentando. A paisagem que um dia foi majestosa e divina começou a se transformar em ruínas e cinzas. A sociedade desse período foi obrigada a se dividir, se organizar e se fortalecer, resistindo aos massacres ocasionados pelos Arquidemônios. Resistências se agruparam, cidades gigantescas surgiram, os continentes se firmaram e os povos se estabeleceram.

   A Mana, que por muito tempo foi uma forma de conexão e adoração, transformou-se numa arma crucial. A magia se espalhou rapidamente por Vaethera. Os primeiros Heróis Lendários nasceram e vieram combater os Arquidemônios. No presente, quase ninguém se lembra de seus nomes, e inúmeras estátuas foram destruídas com o passar do tempo. Ainda assim, isso não importa: seu sacrifício não se dissipou na história, e o que restou foi o propósito e a admiração que ultrapassaram gerações. Os Heróis Lendários salvaram incontáveis vidas, mortais que lutaram corajosamente lado a lado com os Deuses.

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EXTINÇÃO


  Os Deuses perceberam que, se a guerra continuasse, o universo colapsaria assim como o Primeiro Universo. Uma escolha extrema aconteceu: os Deuses sacrificaram seus núcleos elementares, o poder primevo das Estrelas, para selar os Arquidemônios para sempre no Nevorath. Eles cortaram a ligação entre as dimensões, condenando-a a uma prisão. Seu sacrifício salvou Vaethera, porém não foi o bastante para conter o desequilíbrio e apagar as cicatrizes e distorções da realidade. Os elementos se misturaram, instáveis, gerando anomalias por todo o planeta: tempestades de fogo negro, oceanos que evaporavam em segundos, montanhas que sangravam luz, vulcões de gelo e inverno perpétuo. O legado dos que restaram era amargo. Uma pergunta nunca deixou de ecoar: os Noctheris não foram derrotados. Sua fome não foi saciada. Eles não iriam desistir tão facilmente.

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O LONGO INVERNO

 

   Em sequência ao sacrifício dos Deuses, o mundo passou por um cataclisma que trouxe uma terrível era glacial. Tudo congelou, tornou-se inóspito e sombrio. Um inverno sem fim. A cada ano, reinos inteiros eram destruídos, e os povos sofriam continuamente, sem comida e também sob ataques constantes.

   Muitas criaturas do Nevorath, os chamados "Nochs", que serviram os Arquidemônios na guerra como soldados monstruosos, sobreviveram ao se esconder nas profundezas. Eles saíram em busca de alimento, espalhando caos e morte. Os Heróis Lendários começaram a morrer. A magia se enfraqueceu em decorrência das anomalias. A evolução, que antes parecia natural, agora era um dilema. Crianças começaram a nascer sem magia, incapazes de acessar a Mana por si mesmas. Sem isso, os mortais tornaram-se presas fáceis para os Nochs.

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CRISTAIS DE MANA

 

   A centelha de esperança veio da união dos Reis e Rainhas das raças que, juntos, descobriram algo que estava escondido desde a Era das Estrelas: os Cristais de Mana. Até os dias atuais, os eruditos ainda debatem o que eles são de fato, mas, em decorrência do seu refinamento, os mortais conseguiram usar a magia novamente sem grandes danos.

   Os Anões descobriram um jeito de fabricar armas a partir da composição dos cristais, artefatos capazes de destruir e afastar os Nochs, o que concedeu o tempo que Vaethera necessitava para ascender. Mil anos se passaram e, no último dia, o gelo finalmente começou a derreter pelos continentes, marcando o fim do Longo Inverno e o início das grandes expedições.

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O FLUXO

 

   Quinhentos anos no futuro, as raças partiram em busca dos Cristais de Mana e dos segredos escondidos no centro de Vaethera: o Fluxo. O local onde as anomalias eram mais fortes, mas repleto de masmorras e tesouros da primeira era, capazes de transformar um homem comum em um rei de imenso poder. Uma competição cresceu, criando conflitos políticos e territoriais, gerando instabilidade e a possibilidade crescente de uma guerra entre os continentes para determinar a posse do Fluxo.

   No princípio, ele se tratava do continente onde os Deuses lutaram contra os Arquidemônios, cenário da Guerra Eterna, e os vestígios desse confronto atraíram aventureiros de todas as regiões, ambiciosos e dispostos a realizar expedições infinitas. A mineração de cristais de mana, relíquias sagradas, ouro, histórias épicas e inesquecíveis... desejos. É dito que todas as coisas se encontram no Fluxo. O que virá a seguir?

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